Doenças Endócrinas no Idoso: O Desafio do Diagnóstico de Diabetes e Disfunção da Tireoide
O sistema endócrino, responsável pela produção e regulação dos hormônios, sofre alterações significativas com o envelhecimento, tornando os idosos particularmente vulneráveis a distúrbios como o Diabetes Mellitus e as disfunções da Tireoide. O grande desafio na Geriatria é que essas doenças hormonais se manifestam de forma atípica, com sintomas inespecíficos que são facilmente confundidos com a própria idade (fadiga, lentidão mental). O Dr. Fernando Mattar enfatiza a importância do rastreio laboratorial ativo e do manejo prudente dessas condições, pois um controle inadequado (seja por falta ou excesso de tratamento) pode levar a consequências graves, como quedas, Delirium e insuficiência cardíaca.
Hipotireoidismo no Idoso: O Mascaramento dos Sintomas Clássicos
O Hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônio tireoidiano) é a disfunção tireoidiana mais comum no idoso. Os sintomas clássicos (ganho de peso, intolerância ao frio, letargia) podem ser sutis ou mascarados. Em vez de queixas típicas, o idoso com hipotireoidismo pode apresentar:
- Comprometimento Cognitivo: Lentidão mental, esquecimento e apatia que podem simular uma demência ou depressão.
- Constipação Crônica: Um sintoma comum do envelhecimento, mas que é exacerbado pela tireoide lenta.
- Fraqueza Muscular e Quedas: A fraqueza proximal (ombros e quadris) pode ser um sinal de hipotireoidismo.
- Descompensação Cardíaca: O hipotireoidismo severo pode levar à bradicardia e contribuir para a insuficiência cardíaca.
O diagnóstico é feito pela dosagem laboratorial do TSH (hormônio estimulante da tireoide). O tratamento (reposição com Levotiroxina) deve ser iniciado lentamente e com cautela, pois doses muito altas ou rápidas podem desencadear arritmias (Fibrilação Atrial) e angina em idosos com doença cardíaca de base.
Diabetes Mellitus: Ameaças da Hipoglicemia e Hiperglicemia Extrema
Como detalhado anteriormente, o Diabetes no idoso não tratado leva a sérios riscos vasculares e neurológicos. O geriatra precisa atuar para:
- Prevenir a Hipoglicemia: Queda de glicose que causa confusão e quedas. O geriatra ajusta as metas de HbA1c para níveis mais seguros (geralmente entre 7,5% e 8,5%).
- Evitar a Hiperglicemia Extrema: Níveis muito altos de glicose podem levar à Síndrome Hiperglicêmica Hiperosmolar, uma emergência que causa desidratação e Delirium (confusão mental).
O rastreio de Diabetes deve ser feito regularmente, e o tratamento medicamentoso é escolhido com o objetivo de proteger o cérebro e o coração (como o uso de metformina, quando tolerada, e inibidores SGLT2 em pacientes selecionados).
Rastreamento e Integração Endócrina no Idoso Frágil
O Dr. Fernando Mattar integra a investigação endócrina na Avaliação Geriátrica Ampla (AGA). Além de Diabetes e Tireoide, outros desequilíbrios, como a deficiência de Vitamina D (essencial para a saúde óssea e muscular) e alterações na saúde das Paratireoides (que controlam o cálcio), são monitorados. A gestão endócrina no idoso é um ato de equilíbrio, onde o objetivo é a normoglicemia segura e o eutireoidismo (função normal da tireoide), minimizando o risco de eventos agudos que comprometam a autonomia, como quedas, fraturas ou hospitalizações.
O Papel dos Hormônios Sexuais e Outros Eixos Endócrinos
Embora a reposição hormonal (Testosterona, Estrogênio) no idoso seja um tópico complexo e individualizado, o geriatra avalia o impacto da deficiência hormonal nos sintomas. Por exemplo, a deficiência de Testosterona (hipogonadismo) pode contribuir para a Sarcopenia e a fadiga. O geriatra trabalha com o paciente para otimizar os eixos endócrinos através de nutrição, exercício e, se necessário, suplementação ou reposição hormonal prudente, sempre visando a melhora da qualidade de vida e da capacidade funcional do idoso.
Se você ou alguém próximo precisa de ajuda especializada, agende uma consulta com o Dr. Fernando Mattar. Venha já visitar a nossa clínica.