Cuidados Paliativos na Geriatria: Qualidade de Vida

Cuidados Paliativos não são apenas para o fim da vida. O artigo aborda a filosofia (prevenção e alívio do sofrimento), a indicação precoce em doenças crônicas (Demência, Insuficiência Cardíaca, Câncer) e o papel do geriatra na comunicação e no Planejamento Antecipado de Cuidados (PAC).
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Geriatra

Fernando Mattar Accetti
CRM: 56214 | RQE: 174587

Cuidados Paliativos | Dr. Fernando Mattar | Geriatria

Cuidados Paliativos na Geriatria: Qualidade de Vida e Alívio do Sofrimento em Doenças Crônicas

O conceito de Cuidados Paliativos (CP) evoluiu significativamente, deixando de ser um cuidado restrito ao momento final da vida e se estabelecendo como uma abordagem essencial para qualquer pessoa, em qualquer idade, que viva com uma doença grave e ameaçadora à vida. Na Geriatria, onde a prevalência de doenças crônicas e incuráveis (como demência avançada, insuficiência cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica) é alta, os Cuidados Paliativos assumem um papel fundamental. O Dr. Fernando Mattar integra os princípios do CP no cuidado geriátrico diário, focando na prevenção e alívio do sofrimento, no controle rigoroso dos sintomas e no suporte integral ao paciente e à sua família.

A Filosofia dos Cuidados Paliativos: Além da Cura

A filosofia dos Cuidados Paliativos, conforme definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a continuidade da vida. O foco se afasta da busca incessante pela cura a qualquer custo e se concentra em:

  • Alívio de Sintomas: Controle da dor, dispneia (falta de ar), náuseas, constipação e outros sintomas físicos e psicológicos.
  • Afirmação da Vida: Considerar o morrer como um processo natural, sem apressá-lo ou adiá-lo artificialmente.
  • Suporte Integral: Incluir os aspectos psicossociais e espirituais do cuidado.
  • Apoio Familiar: Oferecer suporte à família e aos cuidadores durante a doença do paciente e no luto.

Indicação Precoce: Quando Iniciar os Cuidados Paliativos?

Muitas pessoas e até profissionais de saúde acreditam que os CP só devem ser iniciados quando não há mais nada a ser feito. O Dr. Fernando Mattar defende a Integração Precoce dos Cuidados Paliativos, que devem começar no momento do diagnóstico de uma doença crônica grave. Isso é particularmente relevante para:

  • Demência Avançada: Onde a progressão é lenta, mas inevitável.
  • Insuficiência Cardíaca ou Renal Crônica: Condições com múltiplos episódios de descompensação e internação.
  • Doenças Neurodegenerativas Progressivas: Parkinson, ELA e outras que causam perda funcional progressiva.
  • Câncer: Paralelamente ao tratamento oncológico (Quimioterapia, Cirurgia), visando o controle de sintomas e a melhoria da qualidade de vida desde o início.

A abordagem paliativa, quando precoce, melhora o bem-estar e, em alguns casos, pode até prolongar a vida, pois o paciente está mais confortável e com menos complicações.

Planejamento Antecipado de Cuidados (PAC): A Autonomia do Idoso

Um dos pilares dos Cuidados Paliativos na Geriatria é o Planejamento Antecipado de Cuidados (PAC). O geriatra conduz conversas abertas e francas com o idoso e sua família sobre seus valores e preferências de tratamento em situações futuras de incapacidade. O PAC inclui:

  • Definição de Metas: O que é mais importante para o idoso (viver mais tempo ou viver com qualidade e conforto)?
  • Diretivas Antecipadas de Vontade: Formalizar legalmente o desejo do paciente sobre o uso de tecnologias de suporte à vida (como ventilação mecânica ou ressuscitação cardiopulmonar).
  • Nomeação de Procurador de Saúde: Designar quem tomará decisões caso o idoso não possa mais fazê-lo.

O PAC garante que as intervenções sejam adequadas e proporcionais aos objetivos do paciente, evitando a Distanásia (o prolongamento artificial do sofrimento).

Manejo de Sintomas Complexos e Suporte ao Cuidador

Em fases avançadas, a gestão de sintomas torna-se complexa. O Dr. Fernando Mattar, com seu conhecimento em farmacologia geriátrica, ajusta as medicações para controlar a dor (incluindo o uso de opioides), a falta de ar e a agitação. Além disso, o CP reconhece o impacto da doença no cuidador. O suporte psicológico e social à família é crucial para prevenir o esgotamento físico e emocional (Síndrome de Burnout do Cuidador), garantindo que a rede de apoio permaneça forte e funcional.

Se você ou alguém próximo precisa de ajuda especializada, agende uma consulta com o Dr. Fernando Mattar. Venha já visitar a nossa clínica.

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