Delirium no Idoso: Uma Emergência Geriátrica Que Exige Reconhecimento Imediato
O Delirium, ou Estado Confusional Agudo, é uma das emergências médicas mais frequentes e subdiagnosticadas em pacientes idosos, especialmente em ambientes hospitalares ou após cirurgias. Caracterizado por uma alteração aguda e flutuante no estado de consciência, atenção e cognição, o Delirium não é uma doença em si, mas sim a manifestação aguda de uma doença clínica subjacente (como infecção ou desidratação) ou uma reação a medicamentos. Para o geriatra, o reconhecimento imediato do Delirium é fundamental, pois ele está associado a um aumento da morbidade, mortalidade, tempo de internação e risco de desenvolver demência a longo prazo. O Dr. Fernando Mattar, com sua experiência em Clínica Médica e UTI, possui a expertise necessária para identificar e tratar as causas do Delirium de forma rápida e eficaz.
Os Sinais de Alerta: Diferenciando Delirium de Demência e Depressão
O Delirium é frequentemente confundido com a demência, o que atrasa o tratamento. No entanto, o Delirium se distingue pela sua natureza aguda (surgimento em horas ou dias) e flutuante (o paciente pode estar lúcido pela manhã e confuso à noite). Existem três tipos de Delirium, sendo o hipoativo o mais perigoso por ser silencioso:
- Delirium Hipoativo: O paciente está apático, quieto, sonolento e com a fala lentificada. É o mais subdiagnosticado e erroneamente atribuído à “idade” ou à depressão.
- Delirium Hiperativo: O paciente está agitado, hipervigilante, inquieto e pode ter alucinações ou delírios. É o mais fácil de ser reconhecido.
- Delirium Misto: Alterna entre os estados hipoativo e hiperativo.
O diagnóstico é clínico, baseado na observação de um declínio cognitivo agudo. A Dra. Mattar utiliza escalas específicas, como o CAM (Confusion Assessment Method), para firmar o diagnóstico e iniciar a investigação das causas.
As “Sete Letras” do Delirium: Investigando as Causas Subjacentes
O Delirium é sempre um sintoma de algo mais. A abordagem do geriatra é investigar a causa raiz. Embora haja inúmeras etiologias, é útil seguir uma lista de rastreio para as causas mais comuns, frequentemente resumidas na sigla:
- D – Desidratação: Uma das causas mais frequentes e facilmente tratáveis.
- E – Eletrólitos: Desequilíbrios de sódio, potássio, cálcio ou glicemia.
- L – Lesão Cerebral: AVCs, tumores ou traumatismos cranianos.
- I – Infecções: As infecções urinárias e pneumonias são as principais gatilhos em idosos.
- R – Retenção Urinária/Fecal: Obstrução da bexiga ou constipação grave.
- I – Iatrogenia: Causada por medicamentos (Polifarmácia, uso de anticolinérgicos, sedativos, benzodiazepínicos).
- U – Uremia e Outras Metabólicas: Insuficiência renal ou hepática.
A iatrogenia e as infecções são, estatisticamente, as causas mais comuns dessa condição em idosos, exigindo revisão imediata dos medicamentos e rastreamento infeccioso.
O Tratamento Não Farmacológico: O Pilar do Manejo Geriátrico
O tratamento mais importante não é medicamentoso. O uso de sedativos e antipsicóticos deve ser a última linha de defesa, devido ao risco de aumentar a confusão ou causar quedas. A estratégia do geriatra foca na reorientação e no ambiente, um processo conhecido como Cuidado de Suporte Não Farmacológico:
- Reorientação Contínua: Lembrar o paciente sobre o local, a data e a identidade das pessoas.
- Ambiente Calmo e Iluminado: Garantir iluminação natural durante o dia e redução de ruídos à noite.
- Apoio Familiar: A presença e a voz familiar ajudam a reduzir a agitação e a confusão.
- Mobilização Precoce: Evitar a imobilidade para prevenir a sarcopenia e o aprofundamento do Delirium.
- Hidratação e Nutrição: Monitoramento rigoroso da ingestão de líquidos e alimentos.
Prevenção: O Grande Desafio do Geriatra
Ele é altamente evitável. A prevenção envolve o gerenciamento dos fatores de risco, como o controle da Polifarmácia, a otimização nutricional e o rastreamento ativo de infecções e desidratação. Em cenários de alto risco (cirurgias eletivas), o Dr. Fernando Mattar implementa protocolos preventivos antes da internação, educando a família e a equipe hospitalar sobre os riscos. Ao prevenir o Delirium, o geriatra protege o cérebro do idoso de danos permanentes, preservando sua autonomia e sua função cognitiva a longo prazo.
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